_Diga minha filha, esta me deixando curiosa- falou minha mãe
_É que..
_Quer que eu fale amor?- falou Justin
_Fala por favor- falei baixando a cabeça
_Dona Inês, Seu Carlos, Mel esta esperando um filho meu. Essa é a revelação que temos que fazer à vocês.
_O que? Minha filha grávida? De um qualquer que eu nem sei de onde veio? Você esta louca Melissa? Que que você tem na cabeça? E a faculdade?- falou meu pai super irritado.
_Calma Carlos- falou minha mãe.- Eles são jovens ainda e eu sei que se amam. Mas porque logo agora minha filha? E a faculdade?
_É mãe. A gente se ama mesmo- falei colocando minha mão em cima da de Justin.- E em relação a faculdade, eu vou continuar até completar o sétimo ou ou o oitavo mês. Depois tranco e volto quando o bebê já estiver um pouco grande.
_É Mel, ver minha filha, minha bebezinha grávida não é facil. Mas mãe é mãe. Eu te amo e parabéns- falou me abraçando. Não pude conter a emoção. Agora estava preocupada com meu pai. Ele não falava nada. Só a reação do inicio que tinha sido aquilo tudo.
_Pai, o senhor não vai falar nada?- falei meio preocupada.
_Não tenho o que falar- falou subindo as escadas com raiva
_E agora mãe?- falei chorando
_Eu vou falar com ele. Mel, me ajuda a subir?- falou Justin
_Não Justin, ele ta com a cabeça quente. Podem ficar despreocupados, eu converso com ele. E acho melhor você dormir na sua casa Justin e você dona Mel aqui em casa.
_Mas mãe, ele ta em cima de uma cadeira de rodas, preciso levar ele em casa.
_Eu levo vocês. Vamos- falou pegando a chave do carro
Fomos em direção a casa de Justin, peguei-o e chamei Pattie pra ajudá-lo a subir as escadas, pois minha mãe estava no carro me esperando.
_Eu to parecendo uma criança impossibilitada até de andar.- falou com cara de dengo
_Você é a minha criança. Deixe de besteira. - falei dando um selinho nele- Eu já vou. Minha mãe esta me esperando. Qualquer coisa me ligue. Beijo
_Okay. Me ligue também qualquer coisa. Beijo- falou me dando um selinho
_Tchaau Pattie- falei gritando da porta já
_Eeeeei- Justin gritou
_O que foi menino?- Falei espantada
_Eu te amo!- falou sorridente
_Seu beesta, eu também te amo. Agora deixa eu ir.- falei mandando beijo pra ele.
Entrei no carro e fomos pra casa. No caminho, eu e minha mãe conversamos bastante.
_É minha filha, serei avó..Quem diria?- falou ela ainda sem reação com toda essa história
_Pois é mãe.. não estava nos meus planos isso tudo, mas aconteceu e, realmente, eu estou feliz. Depois eu dou um jeito com a faculdade. O que importa agora sou eu e meu filho- falei alisando a mão na minha barriga.
Acordei e meu pai já estava na cozinha prestes a ir para o trabalho, Olhei pra ele, e ele me encarou com um olhar de desprezo. Aquilo me matou por dentro, mas mesmo assim tentei:
_Bom dia pai- falei meio sem graça. Meu pai me olhou de um jeito com mais desprezo ainda e saiu da cozinha sem nem ao menos me respondi. Cai no choro na mesma da hora. Ver meu pai virar a cara pra mim, logo meu pai, o cara que eu admirava e ainda admiro até hoje e que eu amo demaais. Minha mãe me viu naquele estado, e me ajudou, é claro.
**06 MESES DEPOIS**
Passaram-se 06 meses. Minha barriga já estava tão grande que eu pensava que eu ia explodir.. Aquele moleque dava cada chute que parecia que ia ser jogador de futebol quando crescesse. Isso mesmo. Era menino. Estava esperando um filho. Esperava muito uma menina, mas quando soube que teria um rapazinho, fiquei muito feliz também. Justin, ave maria, nem se fala. A ansiedade dele de ver essa criança era imensa. Ainda estava meio desentendida com meu pai. Ele ainda não se acostumou 100% com essa ideia de ser avô e que a filha dele estava grávida. Ta sendo muito dificil conviver assim, mas não posso fazer nada. Ah, e o nosso filho iria se chamar Guilherme. Ele gostava e eu amava. Desde pequena tinha esse sonho de que meu filho iria se chamar Guilherme. Esses dois meses não passavam logo. Parecia uma eternidade. Só de pensar que já estava com sete meses e que daqui a dois meses eu teria meu bebê em meus braços, me dá um frio na barriga e a ansiedade bate. Justin parecia uma criança de tão encantado que ele ficava. Pattie, Jeremy e minha mãe nos ajudavam bastante em tudo. Enxoval, roupas, dinheiro, tudo eles nos ajudavam. Ryan, Alice, Cait e Chaz também, ave maria, ali era demais. Todo dia é presente de algum deles. Acho que vão ser os tios mais corujas que eu já vi nessa vida. E agora era só alegria a espera de Guilherme. Já estava tudo pronto, tudo perfeito, só faltava ele chegar.
Depois de um dia cansativo, de ajudar minha mãe a lavar as roupinhas do bebê, fui exausta pro meu quarto deitar, pra ver se conseguia dormir, Tomei banho e me deitei. Minutos depois, Justin chegou, pois todos esses dias ele estava dormindo comigo na minha casa. Mesmo com meu pai fazendo cara feia, não aceitando-o em casa, ele vinha mesmo assim. Admirava essa atitude de Justin. MEU JUSTIN.
_Meu amooor- falou todo feliz me beijando
_Oooi amor- falei meio cansada
_O que foi?- perguntou preocupado
_Nada.. só to meio cansada.. ajudei minha mãe hoje e fiquei assim.
_Ajudou em que Mel? Eu lhe disse que qualquer coisa que precisasse, era pra falar à mim. Não é pra você fazer esforço nenhum.
_Não amor, foi só umas roupinhas dele. Que estava faltando pra lavar. E eu quero lavar as roupas do meu filho. Então lavei.
_Mel, tu é teimosa demais- falou me beijando. Nos beijamos por um tempo e do nada senti uma dor.
_Aaaaaaaai- falei gritando
_O que foi??- falou Justin desesperado
_Aaaai que dor meu Deus- falei gritando. Minha mãe chegou correndo no quarto, preocupada e me prestando socorro. Eu só sabia chorar de tanta dor no pé da minha barriga. Percebi que minha bolsa tinha estourado. Comecei a chorar de preocupação, pois eu só tinha 07 meses. Justin me pegou no colo e descemos correndo pro carro em caminho do hospital. Cheguei lá, já estava meio tonta, só sei que eu queria que Justin entrasse comigo na sala de parto. E ele entrou. Eu estava muito mal, via tudo rodar, só ouvia os médicos dizendo que teria que ser um procedimento muito rápido pois meu filho corria perigo de vida. Gritei pra tirarem logo meu filho de dentro de minha barriga, pois se não ele morreria lá dentro. Os médicos se preocupavam bastante pois ele ainda tinha 07 meses e minha pressão estava muito alta pra fazer a cirurgia. Justin segurou em minha mão e ele chorava muito. Comecei a perder a consciência, minha tontura aumentou e eu só via os médicos correr pra tirar Guilherme de dentro de mim. Segurei mais forte na mão de Justin e comecei a falar com a voz fraca:
_Olha... eu te amo, muito.. se alguma coisa acontecer comigo, cuida do nosso filho como você cuidava de mim.- falei fechando os olhos lentamente
**JUSTIN-ON**
Não.. Aquilo não poderia estar acontecendo. Nãaaao, não pode
_Mel, pelo amor de Deus Mel, fala comigo, por favor. Dooutor, alguma coisa errada esta acontecendo aqui, pelo amor de Deus, salva a minha mulher- falei desesperado
_Calma senhor Justin, vamos fazer o possível, agora o senhor terá que se retirar daqui.
_Não, eu não saio daqui sem saber como está Melissa. Salva ela, salva meu filho, por favor seu médico de bosta- falei gritando e chorando ao mesmo tempo.
_Por favor, tirem ele daqui- falou ele cochichando pra outro médico. Me tiraram dali a força. Cheguei na sala de espera, todos estavam lá. Minha mãe, meu pai, os pais da Mel, Chaz, Alice, Caitilin e Ryan. Eu simplesmente passei direto, me sentei, coloquei a mão no meu rosto e comecei a chorar. O que será que ia acontecer com a mulher da minha vida? E os nossos planos? Os nossos vários outros filhos que íamos ter? Nossos netos? Nossa vida. Meu Deus, Mel não podia se partir dessa forma. Eu queria ela e meu filho. Afinal, ele é o culpado disso tudo ta acontecendo.
**JUSTIN-OFF**
**MEL- ON**
Acordei rapidamente e só via vários médicos em cima de mim, com balão de ar e tentando me reanimar. Mas eu não parava de pensar em meu filho. Queria vê-lo, pega-lo em meus braços pelo menos por poucos minutos e falar com Justin também.
_Meu filho.. eu quero ver meu filho.. por favor- falei meio atordoada
_Calma senhora, seu filho esta tendo os primeiros cuidados, o que importa é a senhora agora. Fique calma, seu estado não é muito legal.
_Por favor, deixa eu ver meu filho, antes que seja tarde demais.- falei chorando
_Ok.- falou aceitando querendo hesitar.- Traga a criança
Quando colocaram meu filho em meus braços, parecia que nada importava mais. Não ligava pros médicos, nem pra nada. Aquele momento era único. Olhei pro seu rostinho, os olhinhos fechados, o rostinho vermelho de tão branquinho que era, o cabelinho claro e liso parecido com o do pai. Comecei a chorar muito, pois não ia poder amamentar aquele anjinho, não ia poder ver seu rostinho todos os dias, não ia poder ser MÃE como eu sempre sonhei. Mas eu sabia que Justin iria fazer esse papel por mim. Eu sentia que eu tava indo embora. Eu não sentia mais nada. Minha visão já tava meio escura. Minha tontura aumentou mais ainda. EU ESTAVA MORRENDO. Dei um ultimo beijo em meu filho e falei com a voz falhando:
_Eu te amo meu amor! A mamãe vai ficar te olhando lá de cima viu? Meu garotão, o papai vai cuidar de você como se fosse eu. TE AMO MEU FILHO- falei chorando bastante
Quando tiraram ele dos meus braços, eu simplesmente fui apagando aos poucos. Só via os médicos correrem e pedirem pra fazerem o possível, colocavam balão de ar, colocavam tudo pra me salvar, mas eu não reagia. Até que apaguei de vez.
**MEL-OFF**
**JUSTIN-ON**
Aquela demora me matava. Todos me olhavam com olhar de interrogação. Queriam saber o porque do meu estado. Até que não aguentei mais e sai correndo até a sala de cirurgia. Cheguei perto e não ouvi nada. Nem barulho de médicos, nem nada. Entrei na sala correndo e os médicos já estavam terminando de desligar os aparelhos e Mel estava estirada naquela maca sem reação nenhuma. Naquele momento meu chão desabou. Meu choro aumentou. E eu cai no chão em prantos.
_Meeeeeeeeeeeeeeeeeeel- dei um grito desesperado- Por favor meu amor. Fica comigo- falei me dirigindo a ela.- Pelo amor de Deus, salvem a minha mulher, por favor!
_Eu sinto muito. Mas tentamos de tudo, mas ela não resistiu. Ela teve uma queda e um aumento de pressão ao mesmo tempo. Quando ela sentiu as dores, era pra ela ter sido imediatamente transferida para o hospital mais próximo, mas demorou. E infelizmente não pudemos salva-la. Mas o bebê está bem, está na incubadora, pelo fato de ter nascido prematuro. Terá que ficar aqui por tempo indeterminado. E mais uma vez, eu sinto muito.- falou o médico. Eu sai dali sem falar nada. Estava em estado de choque. Os pais de Mel estavam desesperados, querendo saber o que estava acontecendo.
_O médico já esta vindo.- falei muito abatido.
_Bem senhores, o bebê está bem, ele nasceu bem e neste exato momento esta na incubadora, e terá que ficar aqui por dentro indeterminado.
Todos se sentiram aliviados com a noticia, mas a parte pior estava por vir.
_E Mel, como ela está? - falou a mãe de Melissa
_Bem, eu sinto muito, mas ela não resistiu ao parto.
Nesse momento, todos perderam o chão, inclusive eu. Não me conformava. Por que logo com ela? Como eu ia viver agora sem a mulher da minha vida? Eu não sabia como reagir.
_O senhor que é o pai, pode vir ver seu filho.
_Eu não quero ver esse menino.
CONTINUA..
Bem gente, capitulo BIG pra vocês né?? E é isso ai, essa IB já esta acabando, e já já postarei outra pra vocês..comentem gente, bjokaas :*
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