*20 de Janeiro de 2006*
**LUIZA-ON**
Hoje eu senti que minha vida iria mudar. Novas escolhas, novas amizades e quem sabe novos amores. Quando pisei meu pé direito em New Orleans, senti o cheiro de cidade nova, de pessoas novas e de uma vida nova. Tenho 20 anos e resolvi sair de casa pra tomar um rumo melhor da minha vida. Morava em Atlanta com meus pais. Quer dizer, com meu pai. Vivia com minha mãe também até o ponto dela ser morta de tanto ser abusada, explorada e espancada por meu pai todos os dias. Meu pai matou minha mãe. Já imagina o clima que eu vivia na minha casa né? Meu próprio pai matou minha mãe de tanto bater na mesma. Ele também me batia e tentava me assediar, mas eu nunca deixei. Sempre fugia pra um lugar e tentava ajudar minha mãe, só que ela tinha medo dele. Quando minha mãe morreu, meu pai continuou me batendo e me explorando pra fazer tudo que ele precisava. Até que um dia eu não aguentei mais e peguei todas minhas "economias" que guardava em cada venda de doce que eu vendia na rua da minha casa. Minha mãe também sempre disse que tinha uma conta no meu nome que sempre ela depositava dinheiro na mesma, caso eu precisasse um dia. E esse dia chegou. Eu precisei desse dinheiro. Eu não tava nem ai, só sei que eu fugi dos braços daquele bicho e sai em rumo de uma nova vida. Meu sonho era fazer advocacia, e era isso que eu ia fazer assim que eu começasse a construir minha própria vida. New Orleans foi a cidade perfeita que encontrei pra morar. O único problema é que não conhecia ninguém por aqui. Mas isso não importava. Fui atrás de uma pensão mais barata pra que eu pudesse morar por um tempo e que não gastasse muito. Após um dia todo procurando, encontrei uma. Estava morta de cansada, precisava apenas de um banho e dormir.
_Com licença, boa noite- falei pra uma senhora de olhos azuis que ficava na recepção.
_Boa noite senhorita, em que posso ajudar?
_Bem, eu gostaria de saber se a senhora tinha como me ajeitar um quarto. Pode ser o mais simples que tiver e que seja meio em conta, rs. Acabei de chegar aqui na cidade e preciso de um lugar pra ficar por um tempo.
_Ah sim, claro que tenho. O último por final. Você se incomodaria em dividi-lo com outra garota? Pois foi ela quem reservou e disse que se eu arranjasse outra pessoa pra dividir com ela seria ótimo.
_Ah, que ótimo. Claro que pode. É até melhor pra mim- falei sorridente.
_Pronto, ok! E o que faz uma moça muito bonita como você vir sozinha pra uma cidade grande como New Orleans?
_Bem, a história é longa, mas bem que eu poderia me abrir com a senhora, rs.
_Pode falar querida. Aqui eu costumo ser amiga dos meus hóspedes. Pode se abrir a vontade.
_Nossa, que gentil a senhora.- falei espontânea e comecei a contar minha história pra ela. Ela ficou muito comovida, e disse que me ajudaria em qualquer coisa, até financeiramente. Disse que eu poderia ficar na pensão o tempo que eu precisasse e que não era pra me preocupar. Me senti segura com isso, ela estava se tornando uma grande amiga pra mim.
_Bem, agora eu preciso subir. Quero tomar um banho e relaxar. É o que eu mais preciso agora, rsrs.
_Ok querida, vou pedir pro meu filho lhe ajudar com as malas e lhe levar pro quarto. Por hoje, você vai dormir sozinha, pois a menina que reservou o quarto só chega amanhã.
_Oh, sem problemas. Obrigada dona Pattie.- falei lhe abraçando
_Dona Pattie não, pode me chamar de Pattie.
_Ok, Pattie, kkkk.
_Juuustin, vem cá- chamou Pattie. A partir daí, um rapaz dos olhos cor de mel, com um rosto aparentemente perfeito, a boca super vermelha, surgiu de uma portinha perto da recepção.
_Oi mãe- falou
_Ajude a Luiza a levar as coisas dela pro quarto, número 57, e a leve até lá por favor querido?
_Claro mãe- falou levando a atenção à mim.
_Oi- falou sorridente
_Oi- falei corando
_É, meu nome é Justin, prazer.- falou esticando a mão pra mim
_O meu é Luiza, prazer também- falei retribuindo ao aperto de mão
_Vamos é por aqui- falou me guiando até meu quarto. Meu Deus, que homem lindo. E de costas, piorou. Ele abriu a porta do meu quarto e pediu pra eu passar.
_Obrigada, rs- falei meio timida
_Disponha. Com licença, vou colocar suas malas aqui dentro- falou entrando no quarto
_Ah, claro!
_Você é nova aqui em New Orleans?
_Sim. Cheguei hoje. Morava em Atlanta.
_Humm, tomara que goste daqui. Qualquer coisa é só me chamar ou chamar minha mãe. Estamos as ordens da senhorita.
_Ok, obrigada- falei colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
_Bem, boa noite então- falou me dando um tchauzinho.
_Boa, rs- falei retribuindo o tchauzinho, kkk
Meu Deus, além de lindo, é bastante cheiroso. Mas para Luiza, você veio pra cá pra estudar e formar uma nova vida, nada de pensamentos idiotas agora. Aliás, ele num ta nem ai pra tu. Parou Luiza, parou.
Acho que eu estava ficando louca. Quando fui reparar, eu estava falando sozinha, kkkkk.
**LUIZA-OFF**
**JUSTIN-ON**
_Mãe, que garota é essa?
_Ela veio de Atlanta. Fugiu de casa, morava com o pai e ele maltratava a mãe e ela. Espancava, explorava e abusava também. A mãe, coitada, morreu. E pra ela não tomar o mesmo rumo, meteu a cara sem medo e com toda coragem desse mundo e se mudou pra cá com pouco dinheiro. Vai procurar um emprego e vai começar a fazer uma faculdade de direito. Ela disse que era o sonho dela e que ia correr atrás. Ela realmente é uma mulher de muita coragem.
_Ow se é. Ta mãe, vou dormir, beijo- falei dando um beijo na bochecha dela.
_Boa noite meu filho.- respondeu
Fui pro meu quarto, tomei um banho e deitei. Peguei meu celular e comecei a ouvir música. Há mais de anos eu moro com minha mãe nessa pensão. Era da irmã dela, até que a mesma faleceu e a pensão ficou com minha mãe. Ela prometeu pra minha tia que ia cuidar tanto da pensão como da minha priminha. Emilly tinha 5 anos quando a mãe se foi. Fiquei um tempo ouvindo música até que cai no sono. Acordei cedo, tentei dormir mais um pouco mas não consegui. Abri a porta do meu quarto e me deparei com Luiza meio que perdida, kkk.
_Ah, que bom que você apareceu- falou animada
_Kkkk, o que houve?
_É que tem uma barata no meu quarto e eu tenho pavor à barata. Só não me chame de fresca, por favor- falou soltando uma gargalhada
_Kkkkk, ok, vamos matar a barata.
Subimos até o quarto de Luiza e procurei a tal barata e não encontrei
_Puta merda, ela estava bem aqui- falou apontando pro canto perto da cama
_Kkk, ela deve ter se escondido em algum lugar.- falei procurando a barata- Aqui!! Achei a danada- falei matando a barata, kkkk.
_Aii, obrigada Justin- falou me abraçando. Retribui o abraço, mas fiquei meio sem graça e percebi que ela ficou também.
_Rs, desculpa- falou corando
_Que nada, qualquer coisa pode chamar.- falei meio envergonhado.- É, tchau!
_Tchau, rs- falou fechando a porta do quarto
Meu Deus, que menina linda. Seu jeito, o cabelo castanho, os olhos azuis cor do céu, cara, essa mulher é perfeita. Meiga, abusada, linda! Me perdi nos meus pensamentos e depois voltei à realidade: "Calma Justin, ela é apenas uma hóspede da tua mãe. Relaxe" Não é possível. Só poderia estar louco. Falando sozinho. Deixa eu cuidar nas minhas coisas que é melhor.
**JUSTIN-OFF**
**LUIZA-ON**
Eu só poderia estar louca. Como abracei o garoto sem nem ao menos conhecê-lo direito. Af Luiza, você só pode estar louca. Mudando de assunto, estou muito ansiosa pra ver com que vou dividir o quarto. A tal garota iria chegar hoje. Ainda estava morrendo de sono. Era cedo demais. Maldita barata. Voltei a dormir e fui acordar praticamente meio dia, kkk. Pattie bateu na porta do meu quarto e eu abri com a maior cara de sono.
_Bom dia Pattie- falei com a voz dengosa
_Quase boa tarde né Lu? A Renata já chegou faz tempo e eu só estava esperando você acordar pra trazê-la até aqui. Mas você não acordou, então infelizmente tive que vir pra te acordar porque ela não pode esperar mais né?
_Ah sim, claro que não, pode pedir pra ela subir. Aliás, Renata é a menina com quem eu vou dividir o quarto né? kkkk
_É sim Lu, kkk. Vou pedir pra ela subir!
_Ok, vou tomar um banho.
Tomei um banho e ao sair do banheiro de roupão e uma toalha no cabelo secando o mesmo, me deparo com Justin colocando as malas da tal Renata no quarto.
_Putz, desculpa, minha mãe pediu pra eu trazer as malas aqui!
_Que nada, sem problemas.
Olhei pros lados e percebi que a garota ainda não estava lá. Esperei Justin sair do quarto e vesti minha roupa. Coloquei um short jeans, uma blusa regata e minha sandália havaiana. Enquanto secava meu cabelo, a porta bateu. Fui abrir e era Renata com Pattie.
_Oi! Então você que vai dividir o quarto comigo?- perguntei espontânea
_Isso! Qual seu nome?- falou sorridente
_Luiza! O seu é Renata né?
_Uhum! Prazer Luiza- falou esticando a mão pra mim
_Prazer todo meu Renata!- falei retribuindo o aperto de mão.
CONTINUA..
Bem meninas, esse é o primeiro capitulo de True Love. Espero que gostem e desculpa pela demora. tava super sem tempo, rsrs.. Bjins :*
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
True Love- Sinopse
Há 07 anos atrás era tudo diferente. Amor, carinho, beijos, abraços, tudo que uma mulher sonhava em viver pro resto da vida. Mas infelizmente foi diferente. Você escolheu outro rumo e eu fui obrigada a escolher outro também. Suas atitudes erradas, suas ignorâncias, fizeram com que eu, Luiza Bittencourt, perdesse o encanto por você, Justin Bieber. E eu fui obrigada a sumir. A desaparecer. Não aguentava mais viver ao teu lado. Mas pode acreditar: EU NÃO FUI SOZINHA.
Ooooi gente, essa vai ser a nova IB, True Love.. coloquei a sinopse já pra vocês terem uma ideia de como vai ser mais ou menos. Espero que gostem, bjokaas :*
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Imagine Belieber II- Capitulo 26- FINAL
_O que meu filho? Você não esta falando sério né?- minha mãe falou indignada
_Eu não quero vê-lo. Ele tirou a vida da mulher da minha vida. Ele é culpado por isso tudo.
_Epa rapaz. Eu estou muito triste, muito abalado, mas essa criança não tem culpa de nada. Ele vai precisar de você mais que tudo Justin. Ele não vai poder viver com a mãe, então deve ter um pai presente em tudo. Pelo amor de Deus Justin, não faz isso com essa criança que é teu filho cara.- falou Ryan
_Quer saber? Que se dane, tchau- falei saindo daquele hospital e entrando no meu carro sem rumo. Eu só sabia chorar. Todas as lembranças de Mel vieram na minha cabeça, a mulher da minha vida havia partido, eu amava meu filho, mas não me conformava dele ter tirado a vida da própria mãe. Fui até uma praia, me joguei na areia e comecei a chorar. Já era tarde da noite, só tinha eu naquele lugar, mas eu estava desolado. Eu tinha acabado de ver minha mulher morrer ao dar a luz a uma criança que é MEU FILHO. Doía demais em mim, eu não sabia o que fazer. Meu celular tocava repetidamente, até que o joguei no mar e foda-se tudo. Eu queria Mel aqui comigo, eu queria formar uma família com ela. Eu, ela e o Guilherme. Mas infelizmente isso não foi possível. Comprei uma garrafa de bebida e tomei a mesma em minutos. Dormi ali mesmo, sem ligar pra nada, só queria afogar minha dor em alguma coisa.
{...}
_Justin...acorda cara...Bieber?- ouvi uma voz e abria meus olhos devagar e só via uma sombra meio embaçada à minha frente. Até que consegui enxergar quem era, e sim, era Ryan e Chaz na minha frente
_Oi- falei gemendo de dor de cabeça
_Você ficou maluco? Quer matar a gente do coração? Justin, tua mãe ta louca atrás de tu. Ela ta no hospital, não poderia abandonar os pais de Mel sozinhos lá e teu filho também cara. Eu e Ryan viemos atrás de tu cara, ó pro teu estado- falou Chaz preocupado
_Não me fale de "meu filho" por favor.
_Justin, para. Ele é uma criança, um bebê inocente que nem sabe o que ta acontecendo. Para de achar que ele é o culpado pela morte da Mel cara, ele é teu filho.- falou Ryan
_Eu só queria Mel aqui comigo gente. Por favor, me entendam.- falei começando a chorar. Eles me abraçaram com toda força e eu retribui. Eu precisava daquilo.
_Eu sinto muito, irmão- falou Ryan
_Mas você tem que ser forte Justin. Entendo sua dor, mas você vai ter que cuidar do teu filho cara. Teu filho ta lá, naquele hospital, numa incubadora, só com os avós, sem nem saber o que esta acontecendo na vida dele.- Falou Chaz
_Antes de Mel morrer, ela pediu pra eu cuidar dele como eu cuidava dela. Com todo o amor do mundo. E eu amo ele. Desde quando ele tava na barriga da mãe, eu esperava ansiosamente por sua chegada. E acontece essa tragédia gente. Eu não consigo me conformar que Mel morreu dando a luz. - falei começando a chorar de novo
_E então cara. Você vai descumprir esse pedido da Mel? Você vai deixar seu filho desamparado, sem o amor do pai? Pelo amor de Deus cara, volta pra aquele hospital e vai conhecer teu filho e ajudar tua mãe e os pais da Mel Justin. Se mostre homem e forte em meio a essa situação toda. Apesar de eu ta sentindo muito a morte de Mel, de eu ta muito mal mesmo por dentro, eu to tentando aqui passar força pra você e pras meninas também Justin. Alice e Caitilin estão mal pra caralho. Elas foram pra casa, deixei elas lá porque não tinha condições delas ficarem naquele hospital nem por um minuto. Os pais da Mel? Meu Deus, nem se fala. Tua mãe também. Volta lá Justin e supera isso amando o teu filho com Mel- falou Ryan
_Pois é Justin, eu também. Concordo com Ryan, vamos em tua casa, tu toma um banho e volta lá pra ver teu filho e tua família. A gente ta aqui pra te ajudar, pois somos teus amigos cara. Mais que amigos, irmãos. Pode contar com a gente pra tudo irmão.- falou Chaz
_Obrigado gente. E quer saber? Meu filho não merece ficar sozinho num momento desses. Eu prometi pra Mel que eu iria cuidar dele com todo o amor do mundo e é isso que eu vou fazer. Eu vou ser o melhor pai do mundo pro Guilherme. E eu convido vocês a me ajudarem nessa jornada. Vocês e as meninas também. Estamos juntos nessa, pelo menos eu espero.
_Claro Justin, como Chaz disse, estamos aqui pro que você precisar. E levanta logo dai e vamos.
_Aaaai- gritei com minha cabeça doendo pra caralho
_Sem dramas Bieber. Ninguém mandou você encher a cara com bebida.- falou Chaz. Entra logo na porra desse carro.
Entrei e fomos em direção a minha casa. Entrei no meu quarto e os meninos ficaram na sala comendo alguma coisa. Me deparei com minha cama, várias lembranças de Mel vieram na minha cabeça. Todas as noites, todos os abraços, todos os beijos, meu Deus, ia ficar pra sempre na minha memória. Me deparei também com alguns porta-retratos com nossas fotos, aquilo doeu tanto em mim. Tanta falta que eu sentia. Como eu queria que hoje fosse um dia que eu poderia considerar o melhor da minha vida, mas que, infelizmente, foi um dos piores. Mas em compensação, meu filho estava com vida.
{...}
Chegamos ao hospital e ninguém estava lá. Nem minha mãe, nem os pais de Mel, nem as meninas, ninguém. Perguntei a recepcionista onde estavam todos, e ela me respondeu que estavam no velório de Melissa. Porra, o velório já era hoje. Meu Deus, como foi tudo rápido.
_Com licença, eu posso ver meu filho? Ele foi o bebê prematuro e que a mãe morreu no parto.- falei com a voz abatida
_Ah, claro. Me acompanhe. E sinto muito, que Deus conforte vocês- falou a enfermeira
_Obrigada
_Agora, o senhor só poderá vê-lo por enquanto pelo vidro.
_O que? Eu sou o pai dele moça. Eu quero poder tocar no meu filho, eu perdi minha mulher e vocês vão proibir de ver meu próprio filho? Pelo amor de Deus.
_Calma senhor, são regras exclusivas do hospital. O bebê precisa de todo cuidado do mundo, ele ainda não esta formado 100% . Nos compreenda por favor.
_Ok! Agora me leve pra vê-lo, pelo menos do vidro
_Me acompanhe, por favor.
Ryan e Chaz vieram comigo e quando a enfermeira me mostrou qual era meu filho, automaticamente uma lágrima caiu do meu rosto. Meu Deus, que moleque lindo. Era meu filho. Se parece tanto com ela. Mas comigo também, rs. Seus olhinhos já estavam abertos. Ele era tão pequeno. Tão inocente, tão lindo. O meu anjinho, o meu príncipe. Mandei um tchau pra ele e falei sussurrando:
_O papai te ama viu filho? Vou cuidar de você como se fosse sua mãe. Ela também te ama muito! Só que ela não esta aqui com a gente. Mas um dia a gente vai se encontrar e vamos formar uma familia viu? Eu te amo filho.- falei mandando um beijo pra ele. Ele me observava tão atento que já parecia um rapaz ciente do que estava acontecendo. Ta, viajei agora, kkk. Agora preciso ir ver o velório da Mel. Já fazia até ideia de onde seria.
_Ele é lindo cara- falou Ryan e Chaz
_Pois é! Agora vamos, preciso ir ao velório. Tchau filho, nestante o papai volta pra ficar todo o tempo do mundo com você.
{...}
Cheguei no velório e todos estava lá. Até Bel, sua melhor amiga do Brasil, também estava. Seus pais estavam muito abalados. Todos se assustaram ao me ver. Minha mãe veio me abraçar, e eu comecei a chorar muito no ombro dela. Ela perguntou pra onde eu tinha ido, mas eu disse que isso não importava mais.
_Eu queria tanto que ela estivesse aqui.- falei chorando no ombro de minha mãe
_Calma meu amor- falou minha mãe me consolando. Virei pra trás e tava Bia na minha frente. Ela me abraçou chorando bastante.
_Eu to sentindo muito. Mel era minha melhor amiga. A melhor das melhores. Ela me falava tanto de você. Meu Deus. Eu quero conhecer o Gui em breve. Quando fiquei sabendo da noticia, peguei o primeiro voo pra cá.
_Oh Bel, ela me falava muito de você também. Uma tragédia né? Mas que trouxe um anjinho que pode nos fortalecer em meio à isso tudo.
Quando falei " um anjinho" todos se surpreenderam por conta da minha atitude do hospital.
_Sério Justin? Você decidiu reconsiderar?- falou a mãe de Mel
_Sim dona Inês.
_Meu Deus, que maravilha- falou me abraçando e chorando bastante também.- Eu queria tanto que minha filha estivesse aqui
_Eu também dona Inês, eu também.
Me dirigi ao seu Carlos, e ele tentava se fingir de forte, mas a mim ele não enganava.
_Seu Carlos?- perguntei abatido
_Diga rapaz.
_Deixa eu te dar um abraço? Eu sei que o senhor esta muito mal. Não precisa ficar assim.
Ele abriu os braços e me abraçou tão forte e começou a chorar no meu ombro. Ele gritava que queria a filha dele de volta. Que a amava muito e não era justo com ele isso ta acontecendo. E que me admirava muito e que eu seria o cara ideal pra ela. Ai que eu não resisti mesmo e chorei mais do que estava. Fui até o caixão e lá estava ela, dormindo num sono profundo, mas perfeita como sempre.
_É meu amor. E você se foi. Você me deixou aqui sozinho com o nosso filho. Mas porque isso foi acontecer? Porque? Mas enfim. Eu vou cuidar do nosso filho com todo o amor desse mundo. Você vai ver. Eu te amo viu? Vai viver pra sempre na minha memória.- falei dando um beijo em sua testa. Fecharam o caixão e seguiram em direção ao cemitério. Quando enterraram Mel, ai sim, meu mundo desabou de vez. Me joguei no chão e comecei a chorar, a gritar, eu queria ela ali comigo, isso não poderia ter acontecido logo com ela. Todos foram embora e ficou apenas eu, Chaz, Ryan, Cait e Alice. As meninas também estavam desesperadas. Mel era muito especial pra elas. Chaz e Ryan também estavam sofrendo, mas eu via que eles tentavam ser fortes pela gente. Pra passar fortaleza pra gente. Eu pedi pra ficar sozinho e eles me respeitaram, Olhei pro céu e parecia um louco falando sozinho:
_Mel, seja onde você estiver, eu vou falar. Posso parecer um louco, mas eu acredito nisso. Sei que você pode me ouvir, então vamos lá. Pois é meu amor. Você foi e sempre será a mulher da minha vida. A mulher que entrou na minha vida pra consertá-la de um jeito surpreendente. Você mesmo sabe como eu era antes de te conhecer. Péssimo nas notas, péssimo em casa, não ligava pra minha mãe nem pra nada nesse mundo. Só queria saber de "pegar" o máximo de garotas possível. Mas ai você apareceu e me ensinou a amar. AMOR. Ta ai uma palavra, um sentimento que eu nunca soube o que era. E você completamente mudou isso. Mel eu te amei e ainda te amo com todas as minhas forças. Te perder foi uma das coisas mais horriveis da minha vida. E ainda esta sendo. Não sei como superar isso ainda, mas eu vou tentar de tudo. Nosso filho vai ser essencial nisso. Ele vai me fortalecer com toda certeza. Eu vou cuidar dele com todo amor e carinho, vou fazer papel de mãe e pai ao mesmo tempo. Me lembro de tudo. Ta tudo na minha cabeça. Lembranças nossas. De todos os beijos, todos os abraços, todos os "te amo", as noites maravilhosas. Obrigado por você ter ficado do meu lado em um dos piores momentos que já vivi, que foi quando eu sofri aquele acidente. Mesmo com todas as mentiras que inventaram, você preferiu acreditar em mim. E eu sou muito grato por isso. Desculpa pelas vezes que te decepcionei, pois sei que foram muitas vezes. E é isso meu amor. Te amarei eternamente. Um beijo do seu Justin- falei me levantando e indo em direção ao meu carro. Fui ao hospital ver meu filho e minha mãe estava lá. Ela me abraçou tão forte e foi tão bom sentir isso da minha mãe.
_Cadê meu filho?- perguntei meio abatido
_Está no lugar de sempre meu amor. Só que dessa vez liberaram pros pais entrarem. Apenas os pais. Então você pode entrar pra vê-lo de perto meu querido.
_Sério? Que ótimo- falei soltando um sorriso. Acho que foi o primeiro sorriso sincero que dei em meio à isso tudo. Entrei na sala das incubadoras e lá estava ele. Guilherme era tão lindo. Mesmo pequenininho, já dava pra ver. Peguei em sua mãozinha enrugadinha e a alisei com tanto carinho. Ele me olhava tão fixamente, tinha o olhar da mãe. Todinho o olhar da Mel. Eu lhe dei um cheirinho e o observei por mais tempo. Era tão bom ficar ao lado dele. Ele me ajudava a me reerguer, superar tudo o que tava acontecendo.
** 5 ANOS DEPOIS**
Guilherme já parecia um rapazinho. Aliás, ele já era um rapaz. Meu garotão. O que mais doeu durante seu crescimento foi ele ter chamado mamãe primeiro. Mesmo convivendo comigo todos os dias, ele sempre chamava mamãe. Ele deveria sentir falta da mãe. Mas eu me esforçava ao máximo pra dar a maior atenção possível pra ele. Eu amo aquele menino meu Deus. Tão esperto. Seus cabelinhos lisos dourados, iguaizinhos aos meus. Seus olhos cor de mel também iguais aos meus. Alguns detalhes dele era de Mel, agora sua aparência era muito parecida com a minha. Depois de tanta briga entre Cait e Alice de quem seria a madrinha dele, ficou decidido Caitilin e Chaz serem os padrinhos, kkkk. Alice e Ryan ficaram um tempão indignados com isso, mas depois se acostumaram com a ideia. Afinal, Guilherme adorava eles. Alice sempre com seu jeito exagerado dava presentes a ele todos os dias. Cait, Ryan e Chaz também eram muito presentes na vida do Gui. Meu filho era muito amado por todos. Minha mãe também me ajudou muito a criá-lo. Os pais da Mel tiveram que voltar para o Brasil, mas sempre que dava, eles vinham aqui ver o neto. E sempre falam com ele por internet ou telefone. Eu já estava concluindo a faculdade, já tava fazendo estágio. De ano em ano, a gente sempre vai visitar o túmulo de Mel. E dessa vez não foi diferente. Fomos eu e meu filho visitar o tumulo da mãe dele.
_Papai, vamos complar a flor da mamãe?
_Vamos sim meu filho.- respondi ao garotinho que tava no banco de trás em sua cadeirinha com o maior rostinho de anjo. Parei numa floricultura e comprei a flor violeta que Mel adorava. Dei uma à Guilherme e comprei uma branca pra mim. Chegamos ao cemitério e Alice, Cait, Ryan e Chaz estavam lá.
_Titioos- falou Gui todo empolgado indo abraçá-los
_Oooooi meu garotão- falou Ryan pegando-o no colo. Chaz lhe deu um beijo e começou a fazer cócegas nele.
_Eeeei rapaz, e com as titias não fala não é? - falou Alice olhando com cara de
brava, rs
_Oii tia Lice- falou ele dando um beijinho na bochecha dela
_E com a tia Cait não fala não?- falou Caitilin
_Aaaf, vocês são chatas viu? Deixa o menino em paz, kkk- falei
_Cala a boca, Bieber- falou Cait- vem cá com a titia.- falou completando e dando-lhe um beijo.
Ficamos sozinhos, eu, Chaz e Ryan enquanto as meninas ficavam com Gui.
_Ela me faz tanta falta :(- falei
_Oh cara- falou Ryan botando sua mão em meu obro
_Filhoo, vem cá- chamei Guilherme
_Oi papai- falou ele todo meigo
_Bota a rosa que eu lhe dei aqui em cima ó e diz o que você gostaria de falar pra mamãe se ela estivesse viva.
Guilherme começou a observar a foto que tinha no túmulo e disse
_A mamãe era linda né papai?
Nesse momento meu olho encheu de lágrima, eu me abaixei e peguei em suas mãozinhas e disse:
_Era meu filho. Sua mãe era linda.
Gui botou a rosa em cima do túmulo e começou a coçar a cabecinha e começou a dizer:
_Eu te amo mamãe. Eu não conheço a senhola, mas eu amo você. E amo o papai também.- falou se virando pra mim. Eu o peguei no colo e o abracei com tanta força, mas com tanta força e comecei a chorar.
_Eu também te amo meu filho. O papai te ama muuuuuuuuito viu? Saiba disso.
_Você ta cholando papai?- falou secando minhas lagrimas
_É de emoção meu amor.- disse o colocando no chão. -Que tal irmos ao parque hein filhão?
_Ebaaa, eu quelo!
_Pronto, nós vamos. Vocês vão?- perguntei
_Não, não. Estamos meio cansados né Alice? Acho que vamos pra casa, temos que estudar e você também senhor Justin. Vocês vão?- falou apontando pra Chaz e Cait.
_Não, acho que não também. Temos que estudar também e tal.
_Ok então, a gente se vê depois. Tchau gente- falei. Guiherme se despediu deles também e fomos ao parque.
Enquanto eu andava segurando a mão do meu filho, eu pensava em como eu era sortudo em tê-lo na minha vida. Mel me fazia muita falta, muita falta mesmo, mas eu consegui superar graças a ele. Ele me ajudou a ser forte e me ajuda a seguir em frente sendo feliz. Mel vivia na minha memória e sempre vai viver na mesma. Pois foi ela quem me mostrou o verdadeiro significado da palavra AMOR. Ela que me ensinou a amar e é graças à ela que eu amo tanto o menininho que me alegra todos os dias por apenas me chamar de "pai". Me sinto como se tivesse cumprido meu dever de ter dado tudo de melhor à Guilherme. Principalmente o AMOR que ele precisava e ainda precisa ter. Por isso me sinto realizado com o filho que tenho e sou muito grato por Deus ter colocado Melissa Smith em minha vida. Mesmo ela não estando aqui comigo, eu a amo muito.
_Papai, eu vou brincar ali viu?- falou me tirando dos meus pensamentos
_Okay meu filho!- falei e ele saiu correndo. Eu fiquei o observando brincar. Era tão lindo. Corria pra lá e pra cá com o sorriso no rosto. O sorriso da mãe. Todinho da mãe.
_Guilheeerme?- gritei o chamando
_Ooooi papai- ele respondeu vindo até em mim.
_EU TE AMO FILHO.- falei o abraçando.
_Eu também papai.
FIM.
_Eu não quero vê-lo. Ele tirou a vida da mulher da minha vida. Ele é culpado por isso tudo.
_Epa rapaz. Eu estou muito triste, muito abalado, mas essa criança não tem culpa de nada. Ele vai precisar de você mais que tudo Justin. Ele não vai poder viver com a mãe, então deve ter um pai presente em tudo. Pelo amor de Deus Justin, não faz isso com essa criança que é teu filho cara.- falou Ryan
_Quer saber? Que se dane, tchau- falei saindo daquele hospital e entrando no meu carro sem rumo. Eu só sabia chorar. Todas as lembranças de Mel vieram na minha cabeça, a mulher da minha vida havia partido, eu amava meu filho, mas não me conformava dele ter tirado a vida da própria mãe. Fui até uma praia, me joguei na areia e comecei a chorar. Já era tarde da noite, só tinha eu naquele lugar, mas eu estava desolado. Eu tinha acabado de ver minha mulher morrer ao dar a luz a uma criança que é MEU FILHO. Doía demais em mim, eu não sabia o que fazer. Meu celular tocava repetidamente, até que o joguei no mar e foda-se tudo. Eu queria Mel aqui comigo, eu queria formar uma família com ela. Eu, ela e o Guilherme. Mas infelizmente isso não foi possível. Comprei uma garrafa de bebida e tomei a mesma em minutos. Dormi ali mesmo, sem ligar pra nada, só queria afogar minha dor em alguma coisa.
{...}
_Justin...acorda cara...Bieber?- ouvi uma voz e abria meus olhos devagar e só via uma sombra meio embaçada à minha frente. Até que consegui enxergar quem era, e sim, era Ryan e Chaz na minha frente
_Oi- falei gemendo de dor de cabeça
_Você ficou maluco? Quer matar a gente do coração? Justin, tua mãe ta louca atrás de tu. Ela ta no hospital, não poderia abandonar os pais de Mel sozinhos lá e teu filho também cara. Eu e Ryan viemos atrás de tu cara, ó pro teu estado- falou Chaz preocupado
_Não me fale de "meu filho" por favor.
_Justin, para. Ele é uma criança, um bebê inocente que nem sabe o que ta acontecendo. Para de achar que ele é o culpado pela morte da Mel cara, ele é teu filho.- falou Ryan
_Eu só queria Mel aqui comigo gente. Por favor, me entendam.- falei começando a chorar. Eles me abraçaram com toda força e eu retribui. Eu precisava daquilo.
_Eu sinto muito, irmão- falou Ryan
_Mas você tem que ser forte Justin. Entendo sua dor, mas você vai ter que cuidar do teu filho cara. Teu filho ta lá, naquele hospital, numa incubadora, só com os avós, sem nem saber o que esta acontecendo na vida dele.- Falou Chaz
_Antes de Mel morrer, ela pediu pra eu cuidar dele como eu cuidava dela. Com todo o amor do mundo. E eu amo ele. Desde quando ele tava na barriga da mãe, eu esperava ansiosamente por sua chegada. E acontece essa tragédia gente. Eu não consigo me conformar que Mel morreu dando a luz. - falei começando a chorar de novo
_E então cara. Você vai descumprir esse pedido da Mel? Você vai deixar seu filho desamparado, sem o amor do pai? Pelo amor de Deus cara, volta pra aquele hospital e vai conhecer teu filho e ajudar tua mãe e os pais da Mel Justin. Se mostre homem e forte em meio a essa situação toda. Apesar de eu ta sentindo muito a morte de Mel, de eu ta muito mal mesmo por dentro, eu to tentando aqui passar força pra você e pras meninas também Justin. Alice e Caitilin estão mal pra caralho. Elas foram pra casa, deixei elas lá porque não tinha condições delas ficarem naquele hospital nem por um minuto. Os pais da Mel? Meu Deus, nem se fala. Tua mãe também. Volta lá Justin e supera isso amando o teu filho com Mel- falou Ryan
_Pois é Justin, eu também. Concordo com Ryan, vamos em tua casa, tu toma um banho e volta lá pra ver teu filho e tua família. A gente ta aqui pra te ajudar, pois somos teus amigos cara. Mais que amigos, irmãos. Pode contar com a gente pra tudo irmão.- falou Chaz
_Obrigado gente. E quer saber? Meu filho não merece ficar sozinho num momento desses. Eu prometi pra Mel que eu iria cuidar dele com todo o amor do mundo e é isso que eu vou fazer. Eu vou ser o melhor pai do mundo pro Guilherme. E eu convido vocês a me ajudarem nessa jornada. Vocês e as meninas também. Estamos juntos nessa, pelo menos eu espero.
_Claro Justin, como Chaz disse, estamos aqui pro que você precisar. E levanta logo dai e vamos.
_Aaaai- gritei com minha cabeça doendo pra caralho
_Sem dramas Bieber. Ninguém mandou você encher a cara com bebida.- falou Chaz. Entra logo na porra desse carro.
Entrei e fomos em direção a minha casa. Entrei no meu quarto e os meninos ficaram na sala comendo alguma coisa. Me deparei com minha cama, várias lembranças de Mel vieram na minha cabeça. Todas as noites, todos os abraços, todos os beijos, meu Deus, ia ficar pra sempre na minha memória. Me deparei também com alguns porta-retratos com nossas fotos, aquilo doeu tanto em mim. Tanta falta que eu sentia. Como eu queria que hoje fosse um dia que eu poderia considerar o melhor da minha vida, mas que, infelizmente, foi um dos piores. Mas em compensação, meu filho estava com vida.
{...}
Chegamos ao hospital e ninguém estava lá. Nem minha mãe, nem os pais de Mel, nem as meninas, ninguém. Perguntei a recepcionista onde estavam todos, e ela me respondeu que estavam no velório de Melissa. Porra, o velório já era hoje. Meu Deus, como foi tudo rápido.
_Com licença, eu posso ver meu filho? Ele foi o bebê prematuro e que a mãe morreu no parto.- falei com a voz abatida
_Ah, claro. Me acompanhe. E sinto muito, que Deus conforte vocês- falou a enfermeira
_Obrigada
_Agora, o senhor só poderá vê-lo por enquanto pelo vidro.
_O que? Eu sou o pai dele moça. Eu quero poder tocar no meu filho, eu perdi minha mulher e vocês vão proibir de ver meu próprio filho? Pelo amor de Deus.
_Calma senhor, são regras exclusivas do hospital. O bebê precisa de todo cuidado do mundo, ele ainda não esta formado 100% . Nos compreenda por favor.
_Ok! Agora me leve pra vê-lo, pelo menos do vidro
_Me acompanhe, por favor.
Ryan e Chaz vieram comigo e quando a enfermeira me mostrou qual era meu filho, automaticamente uma lágrima caiu do meu rosto. Meu Deus, que moleque lindo. Era meu filho. Se parece tanto com ela. Mas comigo também, rs. Seus olhinhos já estavam abertos. Ele era tão pequeno. Tão inocente, tão lindo. O meu anjinho, o meu príncipe. Mandei um tchau pra ele e falei sussurrando:
_O papai te ama viu filho? Vou cuidar de você como se fosse sua mãe. Ela também te ama muito! Só que ela não esta aqui com a gente. Mas um dia a gente vai se encontrar e vamos formar uma familia viu? Eu te amo filho.- falei mandando um beijo pra ele. Ele me observava tão atento que já parecia um rapaz ciente do que estava acontecendo. Ta, viajei agora, kkk. Agora preciso ir ver o velório da Mel. Já fazia até ideia de onde seria.
_Ele é lindo cara- falou Ryan e Chaz
_Pois é! Agora vamos, preciso ir ao velório. Tchau filho, nestante o papai volta pra ficar todo o tempo do mundo com você.
{...}
Cheguei no velório e todos estava lá. Até Bel, sua melhor amiga do Brasil, também estava. Seus pais estavam muito abalados. Todos se assustaram ao me ver. Minha mãe veio me abraçar, e eu comecei a chorar muito no ombro dela. Ela perguntou pra onde eu tinha ido, mas eu disse que isso não importava mais.
_Eu queria tanto que ela estivesse aqui.- falei chorando no ombro de minha mãe
_Calma meu amor- falou minha mãe me consolando. Virei pra trás e tava Bia na minha frente. Ela me abraçou chorando bastante.
_Eu to sentindo muito. Mel era minha melhor amiga. A melhor das melhores. Ela me falava tanto de você. Meu Deus. Eu quero conhecer o Gui em breve. Quando fiquei sabendo da noticia, peguei o primeiro voo pra cá.
_Oh Bel, ela me falava muito de você também. Uma tragédia né? Mas que trouxe um anjinho que pode nos fortalecer em meio à isso tudo.
Quando falei " um anjinho" todos se surpreenderam por conta da minha atitude do hospital.
_Sério Justin? Você decidiu reconsiderar?- falou a mãe de Mel
_Sim dona Inês.
_Meu Deus, que maravilha- falou me abraçando e chorando bastante também.- Eu queria tanto que minha filha estivesse aqui
_Eu também dona Inês, eu também.
Me dirigi ao seu Carlos, e ele tentava se fingir de forte, mas a mim ele não enganava.
_Seu Carlos?- perguntei abatido
_Diga rapaz.
_Deixa eu te dar um abraço? Eu sei que o senhor esta muito mal. Não precisa ficar assim.
Ele abriu os braços e me abraçou tão forte e começou a chorar no meu ombro. Ele gritava que queria a filha dele de volta. Que a amava muito e não era justo com ele isso ta acontecendo. E que me admirava muito e que eu seria o cara ideal pra ela. Ai que eu não resisti mesmo e chorei mais do que estava. Fui até o caixão e lá estava ela, dormindo num sono profundo, mas perfeita como sempre.
_É meu amor. E você se foi. Você me deixou aqui sozinho com o nosso filho. Mas porque isso foi acontecer? Porque? Mas enfim. Eu vou cuidar do nosso filho com todo o amor desse mundo. Você vai ver. Eu te amo viu? Vai viver pra sempre na minha memória.- falei dando um beijo em sua testa. Fecharam o caixão e seguiram em direção ao cemitério. Quando enterraram Mel, ai sim, meu mundo desabou de vez. Me joguei no chão e comecei a chorar, a gritar, eu queria ela ali comigo, isso não poderia ter acontecido logo com ela. Todos foram embora e ficou apenas eu, Chaz, Ryan, Cait e Alice. As meninas também estavam desesperadas. Mel era muito especial pra elas. Chaz e Ryan também estavam sofrendo, mas eu via que eles tentavam ser fortes pela gente. Pra passar fortaleza pra gente. Eu pedi pra ficar sozinho e eles me respeitaram, Olhei pro céu e parecia um louco falando sozinho:
_Mel, seja onde você estiver, eu vou falar. Posso parecer um louco, mas eu acredito nisso. Sei que você pode me ouvir, então vamos lá. Pois é meu amor. Você foi e sempre será a mulher da minha vida. A mulher que entrou na minha vida pra consertá-la de um jeito surpreendente. Você mesmo sabe como eu era antes de te conhecer. Péssimo nas notas, péssimo em casa, não ligava pra minha mãe nem pra nada nesse mundo. Só queria saber de "pegar" o máximo de garotas possível. Mas ai você apareceu e me ensinou a amar. AMOR. Ta ai uma palavra, um sentimento que eu nunca soube o que era. E você completamente mudou isso. Mel eu te amei e ainda te amo com todas as minhas forças. Te perder foi uma das coisas mais horriveis da minha vida. E ainda esta sendo. Não sei como superar isso ainda, mas eu vou tentar de tudo. Nosso filho vai ser essencial nisso. Ele vai me fortalecer com toda certeza. Eu vou cuidar dele com todo amor e carinho, vou fazer papel de mãe e pai ao mesmo tempo. Me lembro de tudo. Ta tudo na minha cabeça. Lembranças nossas. De todos os beijos, todos os abraços, todos os "te amo", as noites maravilhosas. Obrigado por você ter ficado do meu lado em um dos piores momentos que já vivi, que foi quando eu sofri aquele acidente. Mesmo com todas as mentiras que inventaram, você preferiu acreditar em mim. E eu sou muito grato por isso. Desculpa pelas vezes que te decepcionei, pois sei que foram muitas vezes. E é isso meu amor. Te amarei eternamente. Um beijo do seu Justin- falei me levantando e indo em direção ao meu carro. Fui ao hospital ver meu filho e minha mãe estava lá. Ela me abraçou tão forte e foi tão bom sentir isso da minha mãe.
_Cadê meu filho?- perguntei meio abatido
_Está no lugar de sempre meu amor. Só que dessa vez liberaram pros pais entrarem. Apenas os pais. Então você pode entrar pra vê-lo de perto meu querido.
_Sério? Que ótimo- falei soltando um sorriso. Acho que foi o primeiro sorriso sincero que dei em meio à isso tudo. Entrei na sala das incubadoras e lá estava ele. Guilherme era tão lindo. Mesmo pequenininho, já dava pra ver. Peguei em sua mãozinha enrugadinha e a alisei com tanto carinho. Ele me olhava tão fixamente, tinha o olhar da mãe. Todinho o olhar da Mel. Eu lhe dei um cheirinho e o observei por mais tempo. Era tão bom ficar ao lado dele. Ele me ajudava a me reerguer, superar tudo o que tava acontecendo.
** 5 ANOS DEPOIS**
Guilherme já parecia um rapazinho. Aliás, ele já era um rapaz. Meu garotão. O que mais doeu durante seu crescimento foi ele ter chamado mamãe primeiro. Mesmo convivendo comigo todos os dias, ele sempre chamava mamãe. Ele deveria sentir falta da mãe. Mas eu me esforçava ao máximo pra dar a maior atenção possível pra ele. Eu amo aquele menino meu Deus. Tão esperto. Seus cabelinhos lisos dourados, iguaizinhos aos meus. Seus olhos cor de mel também iguais aos meus. Alguns detalhes dele era de Mel, agora sua aparência era muito parecida com a minha. Depois de tanta briga entre Cait e Alice de quem seria a madrinha dele, ficou decidido Caitilin e Chaz serem os padrinhos, kkkk. Alice e Ryan ficaram um tempão indignados com isso, mas depois se acostumaram com a ideia. Afinal, Guilherme adorava eles. Alice sempre com seu jeito exagerado dava presentes a ele todos os dias. Cait, Ryan e Chaz também eram muito presentes na vida do Gui. Meu filho era muito amado por todos. Minha mãe também me ajudou muito a criá-lo. Os pais da Mel tiveram que voltar para o Brasil, mas sempre que dava, eles vinham aqui ver o neto. E sempre falam com ele por internet ou telefone. Eu já estava concluindo a faculdade, já tava fazendo estágio. De ano em ano, a gente sempre vai visitar o túmulo de Mel. E dessa vez não foi diferente. Fomos eu e meu filho visitar o tumulo da mãe dele.
_Papai, vamos complar a flor da mamãe?
_Vamos sim meu filho.- respondi ao garotinho que tava no banco de trás em sua cadeirinha com o maior rostinho de anjo. Parei numa floricultura e comprei a flor violeta que Mel adorava. Dei uma à Guilherme e comprei uma branca pra mim. Chegamos ao cemitério e Alice, Cait, Ryan e Chaz estavam lá.
_Titioos- falou Gui todo empolgado indo abraçá-los
_Oooooi meu garotão- falou Ryan pegando-o no colo. Chaz lhe deu um beijo e começou a fazer cócegas nele.
_Eeeei rapaz, e com as titias não fala não é? - falou Alice olhando com cara de
brava, rs
_Oii tia Lice- falou ele dando um beijinho na bochecha dela
_E com a tia Cait não fala não?- falou Caitilin
_Aaaf, vocês são chatas viu? Deixa o menino em paz, kkk- falei
_Cala a boca, Bieber- falou Cait- vem cá com a titia.- falou completando e dando-lhe um beijo.
Ficamos sozinhos, eu, Chaz e Ryan enquanto as meninas ficavam com Gui.
_Ela me faz tanta falta :(- falei
_Oh cara- falou Ryan botando sua mão em meu obro
_Filhoo, vem cá- chamei Guilherme
_Oi papai- falou ele todo meigo
_Bota a rosa que eu lhe dei aqui em cima ó e diz o que você gostaria de falar pra mamãe se ela estivesse viva.
Guilherme começou a observar a foto que tinha no túmulo e disse
_A mamãe era linda né papai?
Nesse momento meu olho encheu de lágrima, eu me abaixei e peguei em suas mãozinhas e disse:
_Era meu filho. Sua mãe era linda.
Gui botou a rosa em cima do túmulo e começou a coçar a cabecinha e começou a dizer:
_Eu te amo mamãe. Eu não conheço a senhola, mas eu amo você. E amo o papai também.- falou se virando pra mim. Eu o peguei no colo e o abracei com tanta força, mas com tanta força e comecei a chorar.
_Eu também te amo meu filho. O papai te ama muuuuuuuuito viu? Saiba disso.
_Você ta cholando papai?- falou secando minhas lagrimas
_É de emoção meu amor.- disse o colocando no chão. -Que tal irmos ao parque hein filhão?
_Ebaaa, eu quelo!
_Pronto, nós vamos. Vocês vão?- perguntei
_Não, não. Estamos meio cansados né Alice? Acho que vamos pra casa, temos que estudar e você também senhor Justin. Vocês vão?- falou apontando pra Chaz e Cait.
_Não, acho que não também. Temos que estudar também e tal.
_Ok então, a gente se vê depois. Tchau gente- falei. Guiherme se despediu deles também e fomos ao parque.
Enquanto eu andava segurando a mão do meu filho, eu pensava em como eu era sortudo em tê-lo na minha vida. Mel me fazia muita falta, muita falta mesmo, mas eu consegui superar graças a ele. Ele me ajudou a ser forte e me ajuda a seguir em frente sendo feliz. Mel vivia na minha memória e sempre vai viver na mesma. Pois foi ela quem me mostrou o verdadeiro significado da palavra AMOR. Ela que me ensinou a amar e é graças à ela que eu amo tanto o menininho que me alegra todos os dias por apenas me chamar de "pai". Me sinto como se tivesse cumprido meu dever de ter dado tudo de melhor à Guilherme. Principalmente o AMOR que ele precisava e ainda precisa ter. Por isso me sinto realizado com o filho que tenho e sou muito grato por Deus ter colocado Melissa Smith em minha vida. Mesmo ela não estando aqui comigo, eu a amo muito.
_Papai, eu vou brincar ali viu?- falou me tirando dos meus pensamentos
_Okay meu filho!- falei e ele saiu correndo. Eu fiquei o observando brincar. Era tão lindo. Corria pra lá e pra cá com o sorriso no rosto. O sorriso da mãe. Todinho da mãe.
_Guilheeerme?- gritei o chamando
_Ooooi papai- ele respondeu vindo até em mim.
_EU TE AMO FILHO.- falei o abraçando.
_Eu também papai.
FIM.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Imagine Belieber II- Capitulo 25
_Diga minha filha, esta me deixando curiosa- falou minha mãe
_É que..
_Quer que eu fale amor?- falou Justin
_Fala por favor- falei baixando a cabeça
_Dona Inês, Seu Carlos, Mel esta esperando um filho meu. Essa é a revelação que temos que fazer à vocês.
_O que? Minha filha grávida? De um qualquer que eu nem sei de onde veio? Você esta louca Melissa? Que que você tem na cabeça? E a faculdade?- falou meu pai super irritado.
_Calma Carlos- falou minha mãe.- Eles são jovens ainda e eu sei que se amam. Mas porque logo agora minha filha? E a faculdade?
_É mãe. A gente se ama mesmo- falei colocando minha mão em cima da de Justin.- E em relação a faculdade, eu vou continuar até completar o sétimo ou ou o oitavo mês. Depois tranco e volto quando o bebê já estiver um pouco grande.
_É Mel, ver minha filha, minha bebezinha grávida não é facil. Mas mãe é mãe. Eu te amo e parabéns- falou me abraçando. Não pude conter a emoção. Agora estava preocupada com meu pai. Ele não falava nada. Só a reação do inicio que tinha sido aquilo tudo.
_Pai, o senhor não vai falar nada?- falei meio preocupada.
_Não tenho o que falar- falou subindo as escadas com raiva
_E agora mãe?- falei chorando
_Eu vou falar com ele. Mel, me ajuda a subir?- falou Justin
_Não Justin, ele ta com a cabeça quente. Podem ficar despreocupados, eu converso com ele. E acho melhor você dormir na sua casa Justin e você dona Mel aqui em casa.
_Mas mãe, ele ta em cima de uma cadeira de rodas, preciso levar ele em casa.
_Eu levo vocês. Vamos- falou pegando a chave do carro
Fomos em direção a casa de Justin, peguei-o e chamei Pattie pra ajudá-lo a subir as escadas, pois minha mãe estava no carro me esperando.
_Eu to parecendo uma criança impossibilitada até de andar.- falou com cara de dengo
_Você é a minha criança. Deixe de besteira. - falei dando um selinho nele- Eu já vou. Minha mãe esta me esperando. Qualquer coisa me ligue. Beijo
_Okay. Me ligue também qualquer coisa. Beijo- falou me dando um selinho
_Tchaau Pattie- falei gritando da porta já
_Eeeeei- Justin gritou
_O que foi menino?- Falei espantada
_Eu te amo!- falou sorridente
_Seu beesta, eu também te amo. Agora deixa eu ir.- falei mandando beijo pra ele.
Entrei no carro e fomos pra casa. No caminho, eu e minha mãe conversamos bastante.
_É minha filha, serei avó..Quem diria?- falou ela ainda sem reação com toda essa história
_Pois é mãe.. não estava nos meus planos isso tudo, mas aconteceu e, realmente, eu estou feliz. Depois eu dou um jeito com a faculdade. O que importa agora sou eu e meu filho- falei alisando a mão na minha barriga.
Acordei e meu pai já estava na cozinha prestes a ir para o trabalho, Olhei pra ele, e ele me encarou com um olhar de desprezo. Aquilo me matou por dentro, mas mesmo assim tentei:
_Bom dia pai- falei meio sem graça. Meu pai me olhou de um jeito com mais desprezo ainda e saiu da cozinha sem nem ao menos me respondi. Cai no choro na mesma da hora. Ver meu pai virar a cara pra mim, logo meu pai, o cara que eu admirava e ainda admiro até hoje e que eu amo demaais. Minha mãe me viu naquele estado, e me ajudou, é claro.
**06 MESES DEPOIS**
Passaram-se 06 meses. Minha barriga já estava tão grande que eu pensava que eu ia explodir.. Aquele moleque dava cada chute que parecia que ia ser jogador de futebol quando crescesse. Isso mesmo. Era menino. Estava esperando um filho. Esperava muito uma menina, mas quando soube que teria um rapazinho, fiquei muito feliz também. Justin, ave maria, nem se fala. A ansiedade dele de ver essa criança era imensa. Ainda estava meio desentendida com meu pai. Ele ainda não se acostumou 100% com essa ideia de ser avô e que a filha dele estava grávida. Ta sendo muito dificil conviver assim, mas não posso fazer nada. Ah, e o nosso filho iria se chamar Guilherme. Ele gostava e eu amava. Desde pequena tinha esse sonho de que meu filho iria se chamar Guilherme. Esses dois meses não passavam logo. Parecia uma eternidade. Só de pensar que já estava com sete meses e que daqui a dois meses eu teria meu bebê em meus braços, me dá um frio na barriga e a ansiedade bate. Justin parecia uma criança de tão encantado que ele ficava. Pattie, Jeremy e minha mãe nos ajudavam bastante em tudo. Enxoval, roupas, dinheiro, tudo eles nos ajudavam. Ryan, Alice, Cait e Chaz também, ave maria, ali era demais. Todo dia é presente de algum deles. Acho que vão ser os tios mais corujas que eu já vi nessa vida. E agora era só alegria a espera de Guilherme. Já estava tudo pronto, tudo perfeito, só faltava ele chegar.
Depois de um dia cansativo, de ajudar minha mãe a lavar as roupinhas do bebê, fui exausta pro meu quarto deitar, pra ver se conseguia dormir, Tomei banho e me deitei. Minutos depois, Justin chegou, pois todos esses dias ele estava dormindo comigo na minha casa. Mesmo com meu pai fazendo cara feia, não aceitando-o em casa, ele vinha mesmo assim. Admirava essa atitude de Justin. MEU JUSTIN.
_Meu amooor- falou todo feliz me beijando
_Oooi amor- falei meio cansada
_O que foi?- perguntou preocupado
_Nada.. só to meio cansada.. ajudei minha mãe hoje e fiquei assim.
_Ajudou em que Mel? Eu lhe disse que qualquer coisa que precisasse, era pra falar à mim. Não é pra você fazer esforço nenhum.
_Não amor, foi só umas roupinhas dele. Que estava faltando pra lavar. E eu quero lavar as roupas do meu filho. Então lavei.
_Mel, tu é teimosa demais- falou me beijando. Nos beijamos por um tempo e do nada senti uma dor.
_Aaaaaaaai- falei gritando
_O que foi??- falou Justin desesperado
_Aaaai que dor meu Deus- falei gritando. Minha mãe chegou correndo no quarto, preocupada e me prestando socorro. Eu só sabia chorar de tanta dor no pé da minha barriga. Percebi que minha bolsa tinha estourado. Comecei a chorar de preocupação, pois eu só tinha 07 meses. Justin me pegou no colo e descemos correndo pro carro em caminho do hospital. Cheguei lá, já estava meio tonta, só sei que eu queria que Justin entrasse comigo na sala de parto. E ele entrou. Eu estava muito mal, via tudo rodar, só ouvia os médicos dizendo que teria que ser um procedimento muito rápido pois meu filho corria perigo de vida. Gritei pra tirarem logo meu filho de dentro de minha barriga, pois se não ele morreria lá dentro. Os médicos se preocupavam bastante pois ele ainda tinha 07 meses e minha pressão estava muito alta pra fazer a cirurgia. Justin segurou em minha mão e ele chorava muito. Comecei a perder a consciência, minha tontura aumentou e eu só via os médicos correr pra tirar Guilherme de dentro de mim. Segurei mais forte na mão de Justin e comecei a falar com a voz fraca:
_Olha... eu te amo, muito.. se alguma coisa acontecer comigo, cuida do nosso filho como você cuidava de mim.- falei fechando os olhos lentamente
**JUSTIN-ON**
Não.. Aquilo não poderia estar acontecendo. Nãaaao, não pode
_Mel, pelo amor de Deus Mel, fala comigo, por favor. Dooutor, alguma coisa errada esta acontecendo aqui, pelo amor de Deus, salva a minha mulher- falei desesperado
_Calma senhor Justin, vamos fazer o possível, agora o senhor terá que se retirar daqui.
_Não, eu não saio daqui sem saber como está Melissa. Salva ela, salva meu filho, por favor seu médico de bosta- falei gritando e chorando ao mesmo tempo.
_Por favor, tirem ele daqui- falou ele cochichando pra outro médico. Me tiraram dali a força. Cheguei na sala de espera, todos estavam lá. Minha mãe, meu pai, os pais da Mel, Chaz, Alice, Caitilin e Ryan. Eu simplesmente passei direto, me sentei, coloquei a mão no meu rosto e comecei a chorar. O que será que ia acontecer com a mulher da minha vida? E os nossos planos? Os nossos vários outros filhos que íamos ter? Nossos netos? Nossa vida. Meu Deus, Mel não podia se partir dessa forma. Eu queria ela e meu filho. Afinal, ele é o culpado disso tudo ta acontecendo.
**JUSTIN-OFF**
**MEL- ON**
Acordei rapidamente e só via vários médicos em cima de mim, com balão de ar e tentando me reanimar. Mas eu não parava de pensar em meu filho. Queria vê-lo, pega-lo em meus braços pelo menos por poucos minutos e falar com Justin também.
_Meu filho.. eu quero ver meu filho.. por favor- falei meio atordoada
_Calma senhora, seu filho esta tendo os primeiros cuidados, o que importa é a senhora agora. Fique calma, seu estado não é muito legal.
_Por favor, deixa eu ver meu filho, antes que seja tarde demais.- falei chorando
_Ok.- falou aceitando querendo hesitar.- Traga a criança
Quando colocaram meu filho em meus braços, parecia que nada importava mais. Não ligava pros médicos, nem pra nada. Aquele momento era único. Olhei pro seu rostinho, os olhinhos fechados, o rostinho vermelho de tão branquinho que era, o cabelinho claro e liso parecido com o do pai. Comecei a chorar muito, pois não ia poder amamentar aquele anjinho, não ia poder ver seu rostinho todos os dias, não ia poder ser MÃE como eu sempre sonhei. Mas eu sabia que Justin iria fazer esse papel por mim. Eu sentia que eu tava indo embora. Eu não sentia mais nada. Minha visão já tava meio escura. Minha tontura aumentou mais ainda. EU ESTAVA MORRENDO. Dei um ultimo beijo em meu filho e falei com a voz falhando:
_Eu te amo meu amor! A mamãe vai ficar te olhando lá de cima viu? Meu garotão, o papai vai cuidar de você como se fosse eu. TE AMO MEU FILHO- falei chorando bastante
Quando tiraram ele dos meus braços, eu simplesmente fui apagando aos poucos. Só via os médicos correrem e pedirem pra fazerem o possível, colocavam balão de ar, colocavam tudo pra me salvar, mas eu não reagia. Até que apaguei de vez.
**MEL-OFF**
**JUSTIN-ON**
Aquela demora me matava. Todos me olhavam com olhar de interrogação. Queriam saber o porque do meu estado. Até que não aguentei mais e sai correndo até a sala de cirurgia. Cheguei perto e não ouvi nada. Nem barulho de médicos, nem nada. Entrei na sala correndo e os médicos já estavam terminando de desligar os aparelhos e Mel estava estirada naquela maca sem reação nenhuma. Naquele momento meu chão desabou. Meu choro aumentou. E eu cai no chão em prantos.
_Meeeeeeeeeeeeeeeeeeel- dei um grito desesperado- Por favor meu amor. Fica comigo- falei me dirigindo a ela.- Pelo amor de Deus, salvem a minha mulher, por favor!
_Eu sinto muito. Mas tentamos de tudo, mas ela não resistiu. Ela teve uma queda e um aumento de pressão ao mesmo tempo. Quando ela sentiu as dores, era pra ela ter sido imediatamente transferida para o hospital mais próximo, mas demorou. E infelizmente não pudemos salva-la. Mas o bebê está bem, está na incubadora, pelo fato de ter nascido prematuro. Terá que ficar aqui por tempo indeterminado. E mais uma vez, eu sinto muito.- falou o médico. Eu sai dali sem falar nada. Estava em estado de choque. Os pais de Mel estavam desesperados, querendo saber o que estava acontecendo.
_O médico já esta vindo.- falei muito abatido.
_Bem senhores, o bebê está bem, ele nasceu bem e neste exato momento esta na incubadora, e terá que ficar aqui por dentro indeterminado.
Todos se sentiram aliviados com a noticia, mas a parte pior estava por vir.
_E Mel, como ela está? - falou a mãe de Melissa
_Bem, eu sinto muito, mas ela não resistiu ao parto.
Nesse momento, todos perderam o chão, inclusive eu. Não me conformava. Por que logo com ela? Como eu ia viver agora sem a mulher da minha vida? Eu não sabia como reagir.
_O senhor que é o pai, pode vir ver seu filho.
_Eu não quero ver esse menino.
CONTINUA..
Bem gente, capitulo BIG pra vocês né?? E é isso ai, essa IB já esta acabando, e já já postarei outra pra vocês..comentem gente, bjokaas :*
_É que..
_Quer que eu fale amor?- falou Justin
_Fala por favor- falei baixando a cabeça
_Dona Inês, Seu Carlos, Mel esta esperando um filho meu. Essa é a revelação que temos que fazer à vocês.
_O que? Minha filha grávida? De um qualquer que eu nem sei de onde veio? Você esta louca Melissa? Que que você tem na cabeça? E a faculdade?- falou meu pai super irritado.
_Calma Carlos- falou minha mãe.- Eles são jovens ainda e eu sei que se amam. Mas porque logo agora minha filha? E a faculdade?
_É mãe. A gente se ama mesmo- falei colocando minha mão em cima da de Justin.- E em relação a faculdade, eu vou continuar até completar o sétimo ou ou o oitavo mês. Depois tranco e volto quando o bebê já estiver um pouco grande.
_É Mel, ver minha filha, minha bebezinha grávida não é facil. Mas mãe é mãe. Eu te amo e parabéns- falou me abraçando. Não pude conter a emoção. Agora estava preocupada com meu pai. Ele não falava nada. Só a reação do inicio que tinha sido aquilo tudo.
_Pai, o senhor não vai falar nada?- falei meio preocupada.
_Não tenho o que falar- falou subindo as escadas com raiva
_E agora mãe?- falei chorando
_Eu vou falar com ele. Mel, me ajuda a subir?- falou Justin
_Não Justin, ele ta com a cabeça quente. Podem ficar despreocupados, eu converso com ele. E acho melhor você dormir na sua casa Justin e você dona Mel aqui em casa.
_Mas mãe, ele ta em cima de uma cadeira de rodas, preciso levar ele em casa.
_Eu levo vocês. Vamos- falou pegando a chave do carro
Fomos em direção a casa de Justin, peguei-o e chamei Pattie pra ajudá-lo a subir as escadas, pois minha mãe estava no carro me esperando.
_Eu to parecendo uma criança impossibilitada até de andar.- falou com cara de dengo
_Você é a minha criança. Deixe de besteira. - falei dando um selinho nele- Eu já vou. Minha mãe esta me esperando. Qualquer coisa me ligue. Beijo
_Okay. Me ligue também qualquer coisa. Beijo- falou me dando um selinho
_Tchaau Pattie- falei gritando da porta já
_Eeeeei- Justin gritou
_O que foi menino?- Falei espantada
_Eu te amo!- falou sorridente
_Seu beesta, eu também te amo. Agora deixa eu ir.- falei mandando beijo pra ele.
Entrei no carro e fomos pra casa. No caminho, eu e minha mãe conversamos bastante.
_É minha filha, serei avó..Quem diria?- falou ela ainda sem reação com toda essa história
_Pois é mãe.. não estava nos meus planos isso tudo, mas aconteceu e, realmente, eu estou feliz. Depois eu dou um jeito com a faculdade. O que importa agora sou eu e meu filho- falei alisando a mão na minha barriga.
Acordei e meu pai já estava na cozinha prestes a ir para o trabalho, Olhei pra ele, e ele me encarou com um olhar de desprezo. Aquilo me matou por dentro, mas mesmo assim tentei:
_Bom dia pai- falei meio sem graça. Meu pai me olhou de um jeito com mais desprezo ainda e saiu da cozinha sem nem ao menos me respondi. Cai no choro na mesma da hora. Ver meu pai virar a cara pra mim, logo meu pai, o cara que eu admirava e ainda admiro até hoje e que eu amo demaais. Minha mãe me viu naquele estado, e me ajudou, é claro.
**06 MESES DEPOIS**
Passaram-se 06 meses. Minha barriga já estava tão grande que eu pensava que eu ia explodir.. Aquele moleque dava cada chute que parecia que ia ser jogador de futebol quando crescesse. Isso mesmo. Era menino. Estava esperando um filho. Esperava muito uma menina, mas quando soube que teria um rapazinho, fiquei muito feliz também. Justin, ave maria, nem se fala. A ansiedade dele de ver essa criança era imensa. Ainda estava meio desentendida com meu pai. Ele ainda não se acostumou 100% com essa ideia de ser avô e que a filha dele estava grávida. Ta sendo muito dificil conviver assim, mas não posso fazer nada. Ah, e o nosso filho iria se chamar Guilherme. Ele gostava e eu amava. Desde pequena tinha esse sonho de que meu filho iria se chamar Guilherme. Esses dois meses não passavam logo. Parecia uma eternidade. Só de pensar que já estava com sete meses e que daqui a dois meses eu teria meu bebê em meus braços, me dá um frio na barriga e a ansiedade bate. Justin parecia uma criança de tão encantado que ele ficava. Pattie, Jeremy e minha mãe nos ajudavam bastante em tudo. Enxoval, roupas, dinheiro, tudo eles nos ajudavam. Ryan, Alice, Cait e Chaz também, ave maria, ali era demais. Todo dia é presente de algum deles. Acho que vão ser os tios mais corujas que eu já vi nessa vida. E agora era só alegria a espera de Guilherme. Já estava tudo pronto, tudo perfeito, só faltava ele chegar.
Depois de um dia cansativo, de ajudar minha mãe a lavar as roupinhas do bebê, fui exausta pro meu quarto deitar, pra ver se conseguia dormir, Tomei banho e me deitei. Minutos depois, Justin chegou, pois todos esses dias ele estava dormindo comigo na minha casa. Mesmo com meu pai fazendo cara feia, não aceitando-o em casa, ele vinha mesmo assim. Admirava essa atitude de Justin. MEU JUSTIN.
_Meu amooor- falou todo feliz me beijando
_Oooi amor- falei meio cansada
_O que foi?- perguntou preocupado
_Nada.. só to meio cansada.. ajudei minha mãe hoje e fiquei assim.
_Ajudou em que Mel? Eu lhe disse que qualquer coisa que precisasse, era pra falar à mim. Não é pra você fazer esforço nenhum.
_Não amor, foi só umas roupinhas dele. Que estava faltando pra lavar. E eu quero lavar as roupas do meu filho. Então lavei.
_Mel, tu é teimosa demais- falou me beijando. Nos beijamos por um tempo e do nada senti uma dor.
_Aaaaaaaai- falei gritando
_O que foi??- falou Justin desesperado
_Aaaai que dor meu Deus- falei gritando. Minha mãe chegou correndo no quarto, preocupada e me prestando socorro. Eu só sabia chorar de tanta dor no pé da minha barriga. Percebi que minha bolsa tinha estourado. Comecei a chorar de preocupação, pois eu só tinha 07 meses. Justin me pegou no colo e descemos correndo pro carro em caminho do hospital. Cheguei lá, já estava meio tonta, só sei que eu queria que Justin entrasse comigo na sala de parto. E ele entrou. Eu estava muito mal, via tudo rodar, só ouvia os médicos dizendo que teria que ser um procedimento muito rápido pois meu filho corria perigo de vida. Gritei pra tirarem logo meu filho de dentro de minha barriga, pois se não ele morreria lá dentro. Os médicos se preocupavam bastante pois ele ainda tinha 07 meses e minha pressão estava muito alta pra fazer a cirurgia. Justin segurou em minha mão e ele chorava muito. Comecei a perder a consciência, minha tontura aumentou e eu só via os médicos correr pra tirar Guilherme de dentro de mim. Segurei mais forte na mão de Justin e comecei a falar com a voz fraca:
_Olha... eu te amo, muito.. se alguma coisa acontecer comigo, cuida do nosso filho como você cuidava de mim.- falei fechando os olhos lentamente
**JUSTIN-ON**
Não.. Aquilo não poderia estar acontecendo. Nãaaao, não pode
_Mel, pelo amor de Deus Mel, fala comigo, por favor. Dooutor, alguma coisa errada esta acontecendo aqui, pelo amor de Deus, salva a minha mulher- falei desesperado
_Calma senhor Justin, vamos fazer o possível, agora o senhor terá que se retirar daqui.
_Não, eu não saio daqui sem saber como está Melissa. Salva ela, salva meu filho, por favor seu médico de bosta- falei gritando e chorando ao mesmo tempo.
_Por favor, tirem ele daqui- falou ele cochichando pra outro médico. Me tiraram dali a força. Cheguei na sala de espera, todos estavam lá. Minha mãe, meu pai, os pais da Mel, Chaz, Alice, Caitilin e Ryan. Eu simplesmente passei direto, me sentei, coloquei a mão no meu rosto e comecei a chorar. O que será que ia acontecer com a mulher da minha vida? E os nossos planos? Os nossos vários outros filhos que íamos ter? Nossos netos? Nossa vida. Meu Deus, Mel não podia se partir dessa forma. Eu queria ela e meu filho. Afinal, ele é o culpado disso tudo ta acontecendo.
**JUSTIN-OFF**
**MEL- ON**
Acordei rapidamente e só via vários médicos em cima de mim, com balão de ar e tentando me reanimar. Mas eu não parava de pensar em meu filho. Queria vê-lo, pega-lo em meus braços pelo menos por poucos minutos e falar com Justin também.
_Meu filho.. eu quero ver meu filho.. por favor- falei meio atordoada
_Calma senhora, seu filho esta tendo os primeiros cuidados, o que importa é a senhora agora. Fique calma, seu estado não é muito legal.
_Por favor, deixa eu ver meu filho, antes que seja tarde demais.- falei chorando
_Ok.- falou aceitando querendo hesitar.- Traga a criança
Quando colocaram meu filho em meus braços, parecia que nada importava mais. Não ligava pros médicos, nem pra nada. Aquele momento era único. Olhei pro seu rostinho, os olhinhos fechados, o rostinho vermelho de tão branquinho que era, o cabelinho claro e liso parecido com o do pai. Comecei a chorar muito, pois não ia poder amamentar aquele anjinho, não ia poder ver seu rostinho todos os dias, não ia poder ser MÃE como eu sempre sonhei. Mas eu sabia que Justin iria fazer esse papel por mim. Eu sentia que eu tava indo embora. Eu não sentia mais nada. Minha visão já tava meio escura. Minha tontura aumentou mais ainda. EU ESTAVA MORRENDO. Dei um ultimo beijo em meu filho e falei com a voz falhando:
_Eu te amo meu amor! A mamãe vai ficar te olhando lá de cima viu? Meu garotão, o papai vai cuidar de você como se fosse eu. TE AMO MEU FILHO- falei chorando bastante
Quando tiraram ele dos meus braços, eu simplesmente fui apagando aos poucos. Só via os médicos correrem e pedirem pra fazerem o possível, colocavam balão de ar, colocavam tudo pra me salvar, mas eu não reagia. Até que apaguei de vez.
**MEL-OFF**
**JUSTIN-ON**
Aquela demora me matava. Todos me olhavam com olhar de interrogação. Queriam saber o porque do meu estado. Até que não aguentei mais e sai correndo até a sala de cirurgia. Cheguei perto e não ouvi nada. Nem barulho de médicos, nem nada. Entrei na sala correndo e os médicos já estavam terminando de desligar os aparelhos e Mel estava estirada naquela maca sem reação nenhuma. Naquele momento meu chão desabou. Meu choro aumentou. E eu cai no chão em prantos.
_Meeeeeeeeeeeeeeeeeeel- dei um grito desesperado- Por favor meu amor. Fica comigo- falei me dirigindo a ela.- Pelo amor de Deus, salvem a minha mulher, por favor!
_Eu sinto muito. Mas tentamos de tudo, mas ela não resistiu. Ela teve uma queda e um aumento de pressão ao mesmo tempo. Quando ela sentiu as dores, era pra ela ter sido imediatamente transferida para o hospital mais próximo, mas demorou. E infelizmente não pudemos salva-la. Mas o bebê está bem, está na incubadora, pelo fato de ter nascido prematuro. Terá que ficar aqui por tempo indeterminado. E mais uma vez, eu sinto muito.- falou o médico. Eu sai dali sem falar nada. Estava em estado de choque. Os pais de Mel estavam desesperados, querendo saber o que estava acontecendo.
_O médico já esta vindo.- falei muito abatido.
_Bem senhores, o bebê está bem, ele nasceu bem e neste exato momento esta na incubadora, e terá que ficar aqui por dentro indeterminado.
Todos se sentiram aliviados com a noticia, mas a parte pior estava por vir.
_E Mel, como ela está? - falou a mãe de Melissa
_Bem, eu sinto muito, mas ela não resistiu ao parto.
Nesse momento, todos perderam o chão, inclusive eu. Não me conformava. Por que logo com ela? Como eu ia viver agora sem a mulher da minha vida? Eu não sabia como reagir.
_O senhor que é o pai, pode vir ver seu filho.
_Eu não quero ver esse menino.
CONTINUA..
Bem gente, capitulo BIG pra vocês né?? E é isso ai, essa IB já esta acabando, e já já postarei outra pra vocês..comentem gente, bjokaas :*
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